A drenagem linfática é uma técnica manual que auxilia o sistema linfático, estimulando-o a drenar a linfa de forma mais rápida, movimentando-a até os linfonodos (gânglios linfáticos).
Desenvolvida em 1932 na Dinamarca, a técnica é constantemente aprimorada e traz diversos benefícios como a redução da retenção de líquido, ativação da circulação sanguínea, combate à celulite e até o relaxamento corporal.
A principal função da drenagem linfática é acelerar o processo de retirada dos líquidos acumulados entre as células, causador do edema (inchaço).
Essa técnica também é relaxante e tranquilizante, auxilia nos edemas de pós-operatório, reduz temporariamente a celulite, reduz medidas discretamente e, de modo temporário, estimula circulação sanguínea na área drenada.
É importante saber que a drenagem linfática é contraindicada para pessoas com infecções agudas na área drenada, trombose de membrosou câncer ativo na área drenada.
Todo paciente ao ser submetido a uma cirurgia plástica sofre uma série de lesões em seus tecidos.
Após a cirurgia aparecem o edema (inchaço), as equimoses (manchas roxas) e ocorre formação de tecido cicatricial (fibrose).
Para que o organismo se recupere com mais rapidez e com mais atenção ao processo de cicatrização, é importante a intervenção de um fisioterapeuta. Nessa fase este profissional é indispensável, pois atuará nas eventuais complicações e/ou na sua prevenção.
Na fase pós-operatória, a drenagem linfática auxiliará o escoamento de líquidos e resíduos celulares/metabólicos, reduzindo o inchaço e evitando o acúmulo localizado de líquido e as indesejáveis fibroses que podem se formar.
Quanto antes a paciente for liberada para fazer a drenagem linfática, provavelmente melhor será o resultado final, sendo que em torno do quarto dia pós-operatório já pode ser indicada a drenagem linfática manual.
Nas cirurgias com incisões amplas, como a abdominoplastia, existe uma interrupção dos vasos linfáticos superficiais prejudicando a drenagem convencional. Deve-se proceder a drenagem linfática “reversa”, que consiste em executar as manobras de drenagem para as vias íntegras, em que o benefício está presente na resolução ou redução do edema.
As manobras da massagem precisam ser feitas com toques suaves para que se possibilite o alcance dos líquidos acumulados e não pode doer demasiadamente nem deixar hematomas.
A drenagem linfática pode ser iniciada ainda dentro da primeira semana após a cirurgia ou até a terceira semana após a cirurgia, o que será orientado pelo médico no retorno pós-operatório.
O número de sessões é variável, dependendo da recuperação. Recomenda-se a frequência de 3 vezes na semana até o primeiro mês, sendo que após esse período as sessões podem ser mais espaçadas, como 2 vezes na semana, evoluindo para 1 vez na semana. Essa avaliação da frequência será feita pelo fisioterapeuta, de acordo com a necessidade apresentada.
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