A mastoplastia redutora tem como objetivo diminuir o volume e melhorar o contorno das mamas. As mastoplastias redutoras visam alcançar proporções mais harmônicas entre as mamas, o tórax e conseqüentemente com o conjunto corporal. Na maioria das vezes as reduções mamárias são acompanhadas da correção de algum assimetria existente.
É extremamente importante ressaltar que as assimetrias mamárias são muito frequentes, podendo ser decorrentes do formato assimétrico das mamas ou do tórax (em geral alterações congênitas). Assim, podemos dizer que a simetria exata das mamas nem sempre pode ser alcançada pela cirurgia, mas procuramos sempre deixar o mais simétrico POSSÍVEL.
As cirurgias de redução das mamas sempre deixam as marcas da incisão cirúrgica. São denominadas “cicatrizes”, cuja forma, tamanho e posição variam de acordo com a técnica empregada e com a genética de cada paciente.
Atualmente as técnicas mais comuns deixam as cicatrizes mamárias em forma de “T” invertido, e ou ao redor da aréola, que vão adquirir com o tempo o aspecto de uma linha de tonalidade semelhante a da cor da pele, podendo ser mais clara ou mais escura que a pele.
As incisões ficam localizadas em áreas que, na maioria das vezes, são encobertas por biquínis ou soutiens. Porém, podem ocorrer alterações da cicatriz da paciente como alargamento, cicatriz hipertrófica ou quelóide. Estes estão relacionados à qualidade da pele e genética da paciente, não decorrendo do modo como foi realizada a cirurgia. Se ocorrerem, seu médico dará dicas e orientações de tratamento adequado. E para minimizar as chances delas ocorrerem, seu médico lhe dará alguns tratamentos de prevenção.
Lactação e sensibilidade geralmente são mantidas dependendo da técnica utilizada, porém algumas técnicas podem reduzir a chance de amamentação. Logo após a operação pode haver uma diminuição da sensibilidade (neuropraxia), que aos poucos irá retornando ao normal. Raros são os casos em que a sensibilidade não retorna.
As mastoplastias estéticas podem ser realizadas a partir do completo desenvolvimento das mamas. Isto tem ocorrido mais precocemente nas últimas décadas devido às mudanças impostas pelas alterações dos hábitos de vida como o uso freqüente de hormônios femininos e o início da atividade sexual, dentre outros fatores. Assim, com cerca de 15 a 17 anos já é possível operar as adolescentes com desenvolvimento completo das mamas. Ao considerarmos o período de lactação, recomendamos aguardar pelo menos 6 meses após interrompê-lo para programar a cirurgia.
No caso de dúvidas, a paciente deve entrar em contato com seu médico o qual estará a disposição para esclarecimentos neste período pré-operatório.
Deve-se aproveitar para esclarecer dúvidas quanto aos riscos, complicações, medicações e tratamentos complementares pós-cirurgia, como drenagem linfática e tratamento de cicatrizes. Sugerimos que a paciente obtenha o maior conhecimento possível acerca de sua cirurgia neste período.
A cirurgia de mamoplastia redutora dura cerca de 3 horas e, em geral, é realizada sob anestesia geral. Pode ser usada outra anestesia como local e sedação ou mesmo a peridural com cateter, dependendo da avaliação do caso pela equipe cirúrgico-anestésica. Tudo isto será conversado com você antes da cirurgia, ponderando-se todos os aspectos. O tempo total que a paciente fica no centro cirúrgico é maior que 3 horas, pois tem o tempo de preparo da sala cirúrgica e recuperação anestésica.
As incisões nas mamas são realizadas de acordo com a programação prévia, removendo e /ou reposicionando os tecidos mamários. São dados pontos de sustentação e modelagem das mamas após um rigoroso controle da hemostasia (cauterização de pontos sangrantes). Faz-se o fechamento por planos dos tecidos com diversos pontos que serão removidos nos retornos do(a) paciente no consultório. Na parte externa da mama (na pele) podem ser usados pontos intradérmicos (que não aparecem na pele) e pode ser utilizada cola cirúrgica.
O curativo é feito de forma a ajudar na modelagem das mamas devendo ser sobreposto por um soutien adequado.
Toda e qualquer anormalidade encontrada durante a cirurgia como cistos ou nódulos serão encaminhados para exame específico, assim como também serão examinadas as peças cirúrgicas removidas nas cirurgias redutoras. Os custos destes exames são de responsabilidade do(a) paciente, devendo ser acertados diretamente no hospital ou laboratório responsável pela execução, ou pelo convenio/seguro saúde, se for o caso.
Equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar de drenagem cirúrgica.
Eliminação de pontos internos (extrusão), deiscência de pontos (abrir um ponto ou outro), alterações transitórias de sensibilidade.
Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas, que felizmente são raras: infecção, grande deiscência (abertura) de pontos, necrose (morte do tecido) parcial ou total da pele das aréolas ou do “T”, grandes hematomas que precisam ser drenados em centro cirúrgico, necrose da gordura no local dos pontos internos, e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico e anestésico. Pode ocorrer algum comprometimento do aleitamento materno após esta cirurgia, mas existem vários recursos para ajudá-la nestas situações. Também nos casos de gravidez posterior pode ocorrer alteração da forma e elasticidade da pele até mesmo com formação de estrias e pigmenta%
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