Esta cirurgia pode ser realizada em pacientes com Hipomastia (mamas de pequeno volume), pode ser realizada para simetrizar mamas de tamanhos diferentes (pequenas ou grandes diferenças) e nos casos em que a mama tem volume normal, mas a paciente deseja o aumento volumétrico das mamas para melhoria do contorno corporal.
As mastoplastias estéticas de aumento podem ser realizadas a partir do final do crescimento e desenvolvimento das mamas. Isto ocorre por volta dos 17 ou 18 anos. Mulheres que já amamentaram, recomenda-se aguardar pelo menos 6 meses após o fim da amamentação para agendar a cirurgia.
O conteúdo da prótese é o silicone, atualmente é gelatinoso e coesivo. Nestas condições ele é um produto inerte e com alta segurança já que, devido à sua consistência coesiva, caso haja uma ruptura da superfície da prótese, o gel de silicone não se dispersará. A rejeição da prótese de silicone praticamente não ocorre, o que pode ocorrer são reações do organismo contra a prótese fazendo uma cápsula ao redor dela. Esta cápsula pode ter contratura, um dos motivos que pode determinar a necessidade de eventual troca ou tratamento medicamentoso.
O aumento das mamas preserva todas as suas funções. Lactação não se altera. Se a mulher amamenta ou não isto se dá por suas características físicas e genéticas, não por ter colocado prótese. Logo após a operação pode haver uma diminuição da sensibilidade que, aos poucos, irá retornando ao normal. Apenas em raros casos a sensibilidade não retorna.
É extremamente importante ressaltar que as assimetrias mamárias são muito frequentes, podendo ser decorrentes do formato assimétrico das mamas ou do tórax (em geral alterações congênitas). Assim, podemos dizer que a simetria exata das mamas nem sempre pode ser alcançada pela cirurgia, mas procuramos sempre deixar o mais simétrico POSSÍVEL.
Serão apresentados na consulta diversos volumes de próteses mamárias, diversas medidas do tórax e da mama serão tiradas, alem de esclarecer sobre as diversas projeções e formatos de próteses.
O cirurgião adequará seu desejo às possibilidades técnicas tentando equilibrar o contorno corporal.
A opinião do cirurgião plástico é extremamente importante na determinação do tamanho das próteses pela sua vivência, porém, avaliando todos estes aspectos juntamente com o Cirurgião Plástico, a escolha da prótese deve ser feita pela paciente, equilibrando e harmonizando suas preferências com as opiniões que recebeu do médico.
Podem ser testados alguns tamanhos das mamas com moldes durante a cirurgia e será escolhido o mais harmônico em relação à estrutura corporal.
Os exames de rotina para rastreamento de câncer de mama pode ser feitos. Recomenda-se Ultrassom, Ressonância Magnética ou a própria mamografia (incidência de Eklund para mamografia). Não há evidência de que a prótese de mama oculte ou retarde o diagnóstico de câncer de mama.
As incisões cirúrgicas poderão ser posicionadas no sulco submamário (formato horizontal), na aréola (em forma semicircular) ou na axila.
Cada técnica tem suas particularidades e sua indicação apropriada. Será discutido com a paciente a melhor incisão cirúrgica para alcançar forma e tamanho desejados. Será indicada a técnica que deixará as melhores e menores cicatrizes possíveis para o caso específico.
Todos os dados relativos à sua saúde serão questionados, incluindo doenças prévias ou em tratamento, uso de medicamentos, tabagismo, alergias medicamentosas, alimentares ou diversas, cirurgias prévias, história familiar para câncer de mama, condições de controle das mamas com o especialista etc.
Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames de sangue, solicitará a mamografia, ultrassom ou outro exame específico que possa ajudar no esclarecimento diagnóstico. Se houver nódulo ou imagem suspeita a paciente deverá passar com mastologista.
No caso de dúvidas, a paciente deve entrar em contato com seu médico o qual estará a disposição para esclarecimentos neste período pré-operatório.
Deve-se aproveitar para esclarecer dúvidas quanto aos riscos, complicações, medicações e tratamentos complementares pós-cirurgia, como drenagem linfática e tratamento de cicatrizes. Sugerimos que a paciente obtenha o maior conhecimento possível acerca de sua cirurgia neste período.
A cirurgia pode ser realizada ambulatorialmente, o que significa ter alta hospitalar no mesmo dia da operação ou a paciente ficará 1 noite no hospital. O ato dura cerca de 1,5 a 2 horas e, em geral, é realizado sob anestesia local com sedação ou anestesia geral. Tudo isto será conversado com a paciente antes da cirurgia, ponderando-se todos os aspectos.
As próteses podem ser colocadas em três planos distintos: retro glandular (logo atrás da glândula mamária), retro fascial (atrás da fáscia do músculo peitoral) ou retro muscular (atrás do músculo peitoral maior). Cada possibilidade será explicada detalhadamente pelo seu médico.
O curativo é feito de forma a ajudar na modelagem das mamas devendo ser sobreposto por um soutien adequado (cirúrgico). Somente autorizamos a retirada do soutien para o banho. Toda e qualquer anormalidade encontrada durante a cirurgia como cistos ou nódulos serão encaminhados para exame específico, assim como também serão examinadas as peças cirúrgicas removidas nas cirurgias redutoras ou modeladoras. Os custos destes exames são de responsabilidade do paciente, devendo ser acertados diretamente no hospital ou laboratório responsável pela execução, ou pelo convenio/seguro saúde, se for o caso.
Sangramentos copiosos ou variações volumétricas exageradas (aumento da mama na maioria das vezes unilateral) de acontecimento súbito, acompanhados de dor, devem ser imediatamente comunicados ao seu médico. Pode se tratar de um hematoma e deve ser avaliado prontamente.
Equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem resolver espontaneamente, eliminação de pontos internos (extrusão), pequena deiscência de pontos (abertura de um ponto ou outro), alterações transitórias da sensibilidade, dor leve a moderada.
A formação de uma cápsula fibrosa envolvendo as próteses é uma evolução indesejável. Felizmente é rara atualmente. O nosso organismo reage contra a prótese como reage a qualquer material estranho introduzido no corpo. Como consequência disto, o corpo cria uma cápsula fibrosa, para isolá-las completamente. Assim, todas as próteses são recobertas por uma cápsula de diferentes espessuras, que começa a se desenvolver após algumas semanas da cirurgia. O grau de encapsulamento é variável, podendo ir de imperceptível (não necessitando de tratamento cirúrgico) até o comprometimento das mamas com dor e deformidade. Nos casos leves pode ser feito tratamento medicamentoso, e em casos extremos, o tratamento é cirúrgico com substituição ou mesmo retirada das próteses.
Outras intercorrências mais complexas, que felizmente são raras: infecção, extrusão da prótese, grandes hematomas que precisam ser drenados e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso.
A mastoplastia de aumento não é uma cirurgia que mantém o resultado para o resto da vida. A qualidade dos resultados sofre alterações contínuas ao longo dos anos. Alguns fatores como idade, variação do peso corporal, gravidade, qualidade e textura da pele, influências hormonais, gravidez, lactação e substituição adiposa das glândulas mamárias interferem de forma incisiva nas mamas, independentemente de terem ou não sido operadas.
Existe ainda a possibilidade da troca das próteses por outras de maior ou menor volume de acordo com a vontade da cliente ou a necessidade de adequação às novas condições das mamas. Assim, nova cirurgia poderá ser indicada quando, com o passar do tempo, estas alterações se apresentarem e alterar o formato e/ou volume mamários.
A troca das próteses mamárias, hoje em dia, somente é recomendada nos casos de ruptura, deformidades morfológicas, encapsulamento severo, infecção ou desenvolvimento de doenças mamárias incompatíveis com a permanência deste corpo estranho no organismo. O controle mamográfico e cirúrgico rigorosos irá detectar estas alterações, indicando a troca. Não há obrigatoriedade de troca a cada 10 anos.
Resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia. As cirurgias de retoques, quando necessárias, serão aconselhadas pelo cirurgião, devendo-se respeitar o tempo necessário para a adequação dos tecidos e acomodação das cicatrizes.
O código de normas e condutas do cirurgião plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica proíbe a exibição de fotos de pré e pós-operatório, mesmo que haja autorização do paciente. Proíbe ainda o uso de fotos de partes do corpo. A explicação sobre os preços e condições de pagamento serão feitos somente em consulta.
Após as explicações supracitadas, esclarecemos que em cirurgia plástica não há promessa de resultados o que, eticamente, não fazemos.
A cirurgia é realizada segundo técnicas cirúrgicas consagradas e publicadas cientificamente. Nossa Equipe preza pela garantia da qualidade do serviço e o bem estar da paciente, porém frisamos que não prometeremos resultados, uma vez que a própria medicina não é uma ciência exata e dependeremos da sua reação orgânica pós-cirúrgica para o alcance de nossos objetivos.
Seguir exatamente nossas orientações pós-operatórias é parte integrante do tratamento cirúrgico.
MUITO IMPORTANTE: É comum que as expectativas em relação à cirurgia plástica sejam muito grandes, mas não se deve ter por parâmetro o corpo ou o resultado obtido por outra pessoa. Baseie-se apenas em você mesmo para pensar em seu resultado e nas possibilidades que seu próprio corpo confere para se alcançar um resultado.
Consulte informações sobre seu cirurgião plástico junto à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
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Em cumprimento ao Código de Ética Médica, que não permite a divulgação de valores de cirurgias, o orçamento será definido após a consulta e indicação médica.